terça-feira, 11 de março de 2014

Matemática no Face (Segunda parte)

Por Angela Santos

Nessa etapa, os alunos terão que usar as ferramentas da Web 2.0, pesquisar e discutir as postagens com seus colegas e com o professor.

Etapa 2: Os alunos terão uma semana para fazer a tarefa solicitada nesse tópico.
Essa etapa pode durar de uma a duas semanas
Após esse intenso debate sobre a importância da matemática na vida de cada um, chegou a hora de pesquisar e descobrir o que andam fazendo com a matemática por ai. Cada aluno deverá pesquisar no facebook, YouTube ou Google duas situações em que a matemática esteja relacionada com alguma área do conhecimento específicas (biologia, arquitetura, português, arte, química, medicina, economia, marketing, etc) ou com situações abrangente do cotidiano. O importante é entender como a matemática contribui para resolver determinado problema. 

Após pesquisar, o aluno deve disponibilizar o link dos materiais escolhidos no grupo do facebook e comentar de que forma a matemática está presente naquelas situações. Caso surjam muitas dúvidas, o professor pode dar alguns exemplos em sala e pedir que os alunos releiam as postagens e materiais sugeridos na discussão anterior. 

Depois de postar sua pesquisa, cada aluno deve comentar pelo menos 3 das situações apresentadas pelos colegas, respondendo a questões como: Você conseguiu entender o que foi postado? O que achou de interessante na postagem? Aquela aplicação apresentada é fácil ou difícil de entender? É possível identificar algum conteúdo de matemática que você já tenha estudado? O conhecimento apresentado na postagem pode ser útil para você em algum momento da sua vida? Você já sabia dessa aplicação da matemática?

É importante que o aluno conheça a essência da matemática, que é o uso do raciocínio lógico para a resolução de problemas.

E você, consegue pensar em alguma aplicação da matemática fora da matemática. Na música? Será? Pesquise e traga seus comentários também.



Medo de matemática


Por Angela Santos

Que a matemática é importante, todos concordam. Que ela faz parte das nossas vidas, todos estão de pleno acordo. Que a matemática é importante para o crescimento do país, isso é consenso. Mas por que será então que você não aprendeu matemática? Por que será que você tem medo dos números? E se eu te perguntar: "Você gosta de matemática?" Qual seria sua resposta?

 As barreiras para se gostar de matemática são muitas e estão presentes dentro e fora da escola. "É muito difícil!", "Não entendo nada.", "Isso serve pra quê?", "É muito chato.", "Tá falando grego pra mim.", "Vou ficar reprovado de novo.", "Não gosto de MATEMÁTICA.". Essas são algumas das muitas afirmações feitas pelos alunos dentro de sala de aula. É notável a fobia que os alunos têm da matemática. Medo esse que se perpetua com a ajuda dos pais, professores, diretores e dos próprios alunos. Não a entendem e, por isso, não podem amá-la.

 A maioria dos pais também tem dificuldades com a matemática e, por isso, deixa de acompanhar o desenvolvimento escolar do seu filho nesse campo e aconselha: "Estuda filho. Matemática é difícil.", "Lê o livro!", “Vai ficar reprovado ehn.”, "Não sei, pergunta para seu professor.", "Sempre detestei matemática. Não dá pra mim". E com essas frases de “estímulo”, o aluno começa a entrar nesse ciclo de não identificação com a matemática. Já no colégio, o aluno tenta perguntar: "Professor, não entendi isso". E o professor reagi: "Você não está prestando atenção. Já expliquei isso mil vezes. Não vou repetir, estude!" Lá vai o professor que sempre explica da mesma maneira, não dialoga com seus alunos, não tem muita imaginação e repete os mesmos erros que o professor dele cometeu. É um carrasco temido: "Eu já estou formado, não me importo de reprovar a turma inteira." De certo que nem todos os professores são assim, mas esse perfil não está muito longe da realidade. Os docentes de matemática ainda se aproximam pouco dos seus alunos, não criam projetos pedagógicos diferenciados e interessantes pedagogicamente, se arriscam pouco dentro de sala de aula, instimulam muito pouco a imaginação e intuição dos alunos e continuam a privilegiar o ensino tradicional para a escola do século XXI. E os alunos? Cadê eles? Será que estão cumprindo seus papéis? E a lição de casa, fez? Participou da aula ou ficou na internet? Consegue esutar o professor? Os alunos estão entretidos com tantas coisas e assuntos, que preferem não se esforçar para entender matemática. E, por vergonha de não saber, se apoderam de discursos cliclês para ridicularizar a si próprios, aos colegas, aos professores, e perdem a oportunidade de aprender. A escola e os pais precisam abrir seus olhos para esse problema (a fobia da matemática) e encará-lo para que possamos redescobrir a beleza da matemática.

Para se gostar de matemática é preciso entender que ela é uma ciência que é construída de forma encadeada, ou seja, o entendimento de um conceito precede o entendimento de definições e cálculos mais simples. Assim, se aluno não desenvolveu as habilidades necessárias nas séries iniciais, sentirá uma enorme dificuldade nas séries seguintes. Lógico, não? Por isso, os alunos sempre estão com lacunas a preencher, frustrados, cansados e não sentem prazer em estudar matemática. Não há como os alunos tirarem prazer de um conhecimento que é introgetado e memorizado sem que haja o entendimento. É necessário aproximar o aluno da linguagem matemática, da lógica matemática, da formatação matemática. Provocar a experimentação do raciocínio matemático e o contato com os materiais matemáticos é fundamental para tornar a matemática mais atrativa aos alunos.

Veja o vídeo abaixo, que discute todas essas questões!


Aguardo os comentários de vocês sobre a postagem e os vídeos. E você, tem medo de matemática?